Eugenio Coelho - Sportinguista Ferrenho Pessoa extrovertida. Faço anos a 9-11 tenho 36 anos. Tenho uma paralisia cerebral e todos os meus amigos dizem que sou "um gajo fixe". Toma duche todos os dias e banho a quarta-feira no tanque grande. Gosto de me portar mal principalmente ao fim de semana e gosto de praticar desporto.
- A minha maior qualidade: APRECIO QUEM TRABALHA :-)
- Politica: sou do partido P.D.A - PARTIDO DEIXA ANDAR
- A segunda coisa que eu mais gosto de fazer e de COMER....XD
- Quanto ao sexo: é grande!!!
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"Realidades de hoje em dia" Como vocês sabem, eu faço parte da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral(appc). No dia dezassete de Novembro, fui convidado a estar presente numa tertúlia para debater temas como " Deficiência" e "Educação". A oradora foi uma professoara do ensino secundário, convidada pela APPC para dar uma palestra sobre os temas em epígrafe. Fiquei impressionado com o facto de, apesar de estarmos em pleno século XXI, existirem ainda pais de pessoas deficientes, que por não saberem lidar com a situação, ou simplesmente por vergonha, mantêm os seus filhos fechados em casa ao longo de suas vidas. Chocou-me ficar a saber que coisas como estas acontecem nos dias de hoje. Também, fiquei preocupado, por saber que muitos pais não sabem que futuro dar aos seus filhos e como os encaminhar para a vivência em sociedade. Para solucionar este problema, penso que deveria haver mais apoio estatal. Por exemplo, novos centros de ajuda para crinças/adolescentes, com deficiências onde pudessem auxiliar o ensino aos mesmos, e ajudar os pais neste "fardo" tão pesado. Eu, como pessoa com paralisia cerebral, consigo olhar para estes problemas de outra perspectiva e por isso estou disposto a cooperar com quem necessitar deste tipo de ajuda.
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008 Realidades do dia-a-dia, visão nocturna!!!
Sou uma pessoa "diferente", logo acabo por ser alvo de discriminação. Quando, por vezes, vou divertir-me durante a noite, a entrada é-me negada, alegando que pode ser perigoso para mim. Refiro-me, aqui, à entrada em bares e discotecas. Ora, eu não bebo bebidas alcoólicas, não fumo e sou uma pessoa com um comportamento exemplar. Esta entrada é-me negada por ser portador de uma deficiência física. Que direito têm essas pessoas de procederem assim? Que direito têm essas pessoas ditas "normais" de se acharem melhores e recusarem a entrada? Afinal, o que é ser normal? Procurei expor algumas ideias sobre esta problemática e ajudar à reflexão por parte de quem lida com esses casos!
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